Desvendando a inteligência


Rothberg

O empreendedor norte-americano Jonathan Rothberg, conhecido por criar duas empresas de sequenciamento genético e vendê-las por centenas de milhões de dólares, lidera uma nova empreitada. Ao lado do físico Max Tegmark, do Massachusetts Institute of Technology, ele vai sequenciar o genoma de 400 matemáticos e físicos teóricos das mais importantes universidades dos Estados Unidos, numa iniciativa batizada de Projeto Einstein. A ideia de que é possível encontrar uma base genética para o talento dos gênios da matemática e da física é controversa. As críticas envolvem questões éticas, como a possibilidade de usar esse tipo de informação para a seleção de embriões, mas também há dúvidas se estudos com amostra restrita podem desvendar a complexidade da inteligência. “É improvável que o Projeto Einstein produza dados com valor estatístico”, disse à revista Nature o geneticista Daniel MacArthur no Massachusetts General Hospital, em Boston, que estuda dados genéticos de 13 milhões de pessoas para verificar como características complexas são herdadas. Já os participantes do projeto estão curiosos. “Como fã de ficção científica, gosto da ideia de ter meu próprio genoma sequenciado”, disse David Aldous, matemático da Universidade da Califórnia, Berkeley.

Texto publicado originalmente na edição de novembro da Revista Pesquisa Fapesp.

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