O colapso da civilização


O que a matemática tem a ver com um possível ‘colapso da civilização’?

Muita coisa. Só pra citar um exemplo, é na matemática que se baseia um recente (e polêmico!) documento publicado pela NASA (agência do Governo americano responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial), que afirma “que a civilização ocidental está à beira de um colapso”.

Opa! Mas o que tem a ver ‘colapso da civilização’ com ‘programas de exploração espacial’? Não sei dizer. Mas pelo que pude entender – lendo este texto do jornal inglês ‘The Guardian‘ – o documento a que me referi acima é baseado numa pesquisa que foi parcialmente financiada pela NASA, por meio de um seus centros de pesquisa, o Goddard Space Flight Center. Dito isto, voltemos à matemática.

Felipe Duarte Santos fala, de forma simples e didática, no seu último texto para do jornal português Público, justamente sobre a tal pesquisa em que se baseia o documento da NASA. O texto de Felipe D. Santos é, apropriadamente, intitulado de ‘A matemática da sustentabilidade’.

O colunista português destaca que “hoje em dia não há praticamente nenhum domínio da actividade humana que não [se] beneficie do suporte indispensável das aplicações da matemática”, tendo como base as diversas aplicações da estatística, da teoria das probabilidades, da teoria dos jogos, da matemática da optimização, dos sistemas dinâmicos e de um modo geral das equações diferenciais nas ciências sociais e humanas, as quais recorrem as estes campos da matemática para “simular o comportamento e a evolução dos sistemas socioeconómicos e socioecológicos”. E este é o caso do trabalho ‘Human And Nature DYnamical‘ (HANDY) – de investigadores das Universidades de Maryland e Minnesota, publicado no último dia 2 na revista Ecological Economics [1] –, que usa a teoria das equações diferenciais, como principal ferramenta, no desenvolvimento de um modelo matemático que simula aspectos essenciais da evolução futura da humanidade.

Felipe D. Santos destaca ainda, em seu artigo, que “a novidade do novo estudo está em terem utilizado mais duas equações diferenciais para simularem aspectos socioeconómicos e políticos”.

As quatro equações diferenciais relativas às quatro variáveis independentes – elites, não- elites, recursos naturais e riqueza acumulada – permitem estudar a evolução da tensão ecológica e da estratificação social e analisar os casos em que o sistema evolui para a sustentabilidade ou para o colapso.  – Felipe D. Santos

Íntegra do artigo de Felipe D. Santos aqui

Após a leitura do texto acima, você pode voltar aqui para continuar a leitura deste texto. Outra boa leitura sobre o estudo [1] está no blog da Folha de SP chamado Mensageiro Cideral, mantido pelo jornalista de ciência Salvador Nogueira.

A seguir, um pouco das equações matemáticas envolvidas no modelo. Continuar lendo

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